Tuesday, September 23, 2008

SUGESTÃO DE PAUTA

Saiu no Blog do Noblat hoje:

"Cena explícita de infidelidade partidária. Nilo Santos é vereador do PTB. Apóia a reeleição do prefeito José Fogaça (PMDB). Conseguiu romper o cordão de eleitores que cerca Manuela. Abraçou-a e ganhou dela um beijo. Em seguida, convidou-a para uma rave evangélica no próximo sábado em um bairro popular da cidade."

Já ia escrevendo que algum repórter aí de Porto PRECISA ir nessa tal rave evangélica quando uma rápida consulta ao Google me mostrou que isso já existe há pelo menos dois anos... Mas acho que ainda cabe fazer uma boa matéria sobre o assunto, não?

Friday, May 30, 2008

O JOELHO

Esse papo de lanchonete me lembrou de uma coisa curiosa. Não sei se o mesmo acontece com vocês, mas eu tenho um certo problema com nomes de comidas. Fiz essa constatação quando vim morar no Rio. Antes, tinha preconceito com mondongo, por exemplo, mas não sabia mensurar quanto dessa aversão se devia ao nome, essas três sílabas pegajosas, que a gente não consegue engolir, e quanto se devia à comida em si - que, convenhamos, não é nem um pouco atraente.

Quando cheguei aqui, no entanto, percebi o quão poderoso pode ser um nome. É que, nas lanchonetes cariocas, é quase onipresente uma trouxinha recheada com presunto e queijo. Apetitoso, não? Poderia ser. Mas o tal salgado se chama "joelho". Me diz quem, em sã consciência, consegue comer algo com esse nome?

Eu com certeza não. Moro há quatro anos no Rio e nunca - nunca! - coloquei um (argh) joelho na minha boca.

NONSENSE NA LANCHONETE

Cliente (olhando o cardápio) - Como é que é esse pastel gaúcho?
Garçom - Não tem mais.
Cliente - Tá, mas como é?
Garçom - É pastel chinês, de carne.
Cliente - Ah, tá.

A capacidade de compreensão de algumas pessoas me impressiona.

Thursday, May 29, 2008

CHACOTA, NÃO!

Quem aqui viu a capa do Globo de hoje? Bem abaixo da manchete "Voto dúbio no STF põe em risco uso de célula-tronco", uma foto mostra um engravatado, 30 e poucos anos e dedo em riste, falando com três cadeirantes em Brasília. A legenda explica: "Na frente do STF, advogado da Frente Parlamentar Evangélica discute com deficientes físicos, dizendo que eles deveriam 'se curar pela fé'".

Pelamordedeus, como é que o sujeito tem a empáfia de dizer isso? Tenha pelo menos o mínimo de decência. Assuma que acha a dor dos outros um preço justo a se pagar para manter os embriõezinhos congelados. Chacota, não!

A indignação, que me acompanhou boa parte do dia, só foi amenizada agora há pouco, quando soube da decisão do STF a favor das pesquisas. É isso aí! Podem começar a abrir as geladeiras!

Saturday, May 03, 2008

CIRCO ARMADO

Acabo de escutar na TV que cerca de 500 (isso mesmo, quinhentas) pessoas estão reunidas em frente ao prédio onde Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá passaram o dia, antes de se entregarem à polícia. Essa histeria coletiva realmente já passou dos limites. Tenta reunir 500 pessoas para uma manifestação por algo REALMENTE importante pra ver se dá certo...

ENVELHECER É...

...não conseguir dormir direito só porque não estou deitada do MEU lado da cama de casal.

Monday, March 17, 2008

AS MULHERES DA BALACLAVA NA CABEÇA

Personagens estranhos não faltam no Rio de Janeiro. Tem o louco do walkman em Copacabana, um mulato que percorre insistentemente as ruas do bairro, sempre balançando o corpo ao som de uma música que provavelmente só toca na cabeça dele (tenho quase certeza que o aparelho que ele carrega a tiracolo não tem pilhas, e que os fones de ouvido cumprem papel meramente ilustrativo). Tem também o mendigo gordo da Cinelândia, sempre com uma bermuda preta pela metade da bunda, o torso nu e a cara de poucos amigos. Tem ainda o mala que vende abacaxi na praia e cuja duvidosa tática de vendas consiste em um sonoro "AAAAAAABACAXI" nos ouvidos dos banhistas distraídos. São tantas as figuras bizarras com que cruzamos no dia-a-dia que com o tempo deixamos de prestar atenção nelas. O estranho mistura-se à paisagem urbana e passa despercebido na correria da cidade grande.

Há alguns dias, no entanto, descobri aquelas que julgo ser as personagens mais intrigantes da cidade. O que fez nossos caminhos se cruzarem foi um novo trabalho que surgiu, e desde então não consigo evitar o olhar curioso toda vez que passo pelo local onde elas resolveram se instalar, em frente ao escritório da Anac no centro da cidade. São duas mulheres velhas, com uma roupa azul marinho puída e uma balaclava bege na cabeça. No fim do dia, as duas estão sempre por ali, sentadas sobre caixas de madeira, murmurando palavras que não consigo compreender. Parece haver um carinho imenso entre elas, e não é raro ver uma recostar-se no colo da outra para um cochilo ou afagos na cabeça. Nada faz muito sentido, a cabeça coberta em pleno verão carioca, o isolamento num mundo que é só delas, os murmúrios inaudíveis... Mas, de alguma forma, elas me cativaram. Morro de vontade de abrir um espaço no banco de caixas e desvendar a história daquelas senhoras. Será que algum dia vou conseguir?

Sunday, February 10, 2008

DUAS VERSÕES

Eu, versão foliã

Eu, versão executiva júnior

Tuesday, January 15, 2008

RECOMEÇO

Não sei se foi nostalgia ou falta do que fazer, mas hoje gastei várias horas vendo fotos e posts antigos - e me deu uma vontade de retomar esse blog... Eu sei, já foram tantas as promessas nesse sentido que vocês nem acreditam mais em mim... Ano passado, vejam só, escrevi apenas 18 vezes - ou 1,5 post por mês. Realmente vergonhoso. Se já tinha poucos leitores, provavelmente não sobrou nenhum. Mas, mesmo que ninguém mais passe por aqui, vou seguir escrevendo. Assim, quando no futuro eu tiver outra tarde nostálgica ou sem nada para fazer, poderei voltar a me ocupar com os escritos pretéritos...

E, como é início de ano, nada mais justo do que falar sobre isso. Apesar de que, desta vez, não tenho tantos planos ou preocupações em mente como nas últimas viradas. Depois de dois anos muito agitados, com várias mudanças (inclusive de país), prevejo um 2008 bastante sereno.

Na vida profissional, pretendo seguir crescendo, seja com meus frilas, seja com algum emprego fixo. Além disso, também quero começar a fazer algum trabalho voluntário. Na vida pessoal, os principais planos são a compra de um carro e talvez até de um apartamento.

Ah, e tem também os planos ligado à saúde e à estética. Não sei se é a passagem do tempo, mas tenho me preocupado muito mais com esses assuntos do que antigamente. Antes, poderia muito bem usar uma frase do Ruy Castro (li essa semana na Veja Rio e adorei): "Prefiro fazer exame médico a fazer compras".

Hoje, não só prefiro ir às compras como também me ocupo com muitos outros assuntos de beleza. Mas continuo sem saber o que responder quando a manicure pergunta se eu quero o esmalte Renda ou o Tieta. E, enquanto ela faz o seu trabalho, geralmente me ocupo com um livro, e não com as Caras espalhadas pelo salão. É, talvez eu ainda não tenha me tornado completamente fútil... :)