O primeiro foi simplesmente o melhor show que eu já fui na vida - e olha que os concorrentes não são poucos! Claro que a beleza de Copacabana, o gigantismo do evento e minha posição privilegiada, a cerca de 20 metros da banda, colaboraram para que ele atingisse esse status. Mas o fundamental mesmo é a presença de palco e a espontaneidade dos Stones.
Mick Jagger é um show à parte. Ele dança, rebola, faz caras e bocas e não deixa a bola cair nunca. Mesmo nas músicas do último CD, pouco conhecidas do público, ninguém desanima. Keith Richards, Ron Wood e Charlie Watts também fazem bonito. Sessentões e cheios da grana, os caras mantêm o espírito roqueiro intocado.
Já o U2 faz um rock bem-comportado, que nunca me fascinou. Apesar de ter gostado bastante do show, senti falta do improviso, da naturalidade e da rebeldia. A impressão que tive é que tudo o que rolava no palco tinha sido cuidadosamente estudado e planejado. Mas a qualidade da banda é inegável, e é impossível não se emocionar com hits como One e Sunday, Bloody Sunday. Ainda mais quando se está bem acompanhada.


